Visitantes e moradores mais atentos de Viçosa provavelmente percebem a falta de cuidados com a limpeza pública das ruas, praças e avenidas da cidade, especialmente no centro. Algumas das lixeiras espalhadas encontram-se quebradas ou sempre cheias, o que leva ao acúmulo de lixo em torno delas. Esse problema foi discutido no último dia quatro de novembro, durante a reunião semanal dos vereadores na Câmara de Viçosa.
Ocupando a tribuna livre, José Rafael Matias, morador do bairro União, lembrou ao público presente as deficiências na coleta de lixo em lugares onde a necessidade, por motivos de saúde, é maior. Segundo ele, numa caçamba próxima ao Hospital São Sebastião sempre há muitas moscas e baratas, o que pode representar um grande perigo para quem freqüenta o hospital, além da existência de latões, em outras áreas centrais da cidade, nos quais o lixo vai sendo colocado e os insetos se alastrando em torno desses depósitos.
José Rafael acredita que a culpa não é apenas do poder público, mas também da população, que não se conscientiza e joga lixo em lugares inadequados, como perto do Balaústre e da Biblioteca Municipal, onde muita sujeira vai se acumulando. “Outras cidades aqui da região, como Cajuri, São Geraldo e Visconde do Rio Branco, apesar de contarem com menos recursos que Viçosa, são melhores exemplos no cuidado com o lixo se comparadas ao nosso município”, disse.
Os vereadores Ângelo Chequer, Arnaldo Andrade, Cristina Fontes, Leandro Torres, Valter Batalha e Vera Saraiva se posicionaram sobre a questão da limpeza pública concordando que é necessário haver maior preocupação da prefeitura para solucionar o caso. Vereadora até o final deste ano e vice-prefeita eleita de Viçosa, Lúcia Duque Reis declarou que o envolvimento da comunidade é de extrema importância para que qualquer projeto referente a melhorias no sistema de coleta de lixo dê certo. “Não adianta nada o prefeito mandar limpar a rua se depois um morador vai lá e suja tudo de novo com seu lixo”, afirmou.
Sobre planos passíveis de ser colocados em prática a partir do próximo ano, Lúcia falou que sente vergonha ao ver que a cidade não segue o exemplo praticado na Universidade Federal de Viçosa, onde a coleta seletiva e reciclagem do lixo têm espaço privilegiado, por meio de um projeto realizado no campus. Uma parceria desse tipo, além da terceirização do Departamento de Limpeza Pública do município e o registro, na conta de água que a população recebe, dos dias e horários em que o caminhão de lixo passa em cada bairro são algumas das possibilidades de atuação do próximo governo para minimizar os problemas apontados durante a sessão, conforme ela destacou.
“O prefeito [Raimundo Violeira] disse que vai me liberar para trabalhar diretamente em alguns setores. Então, eu ainda não tenho 100% de certeza de tudo o que eu vou poder fazer”, concluiu a vice-prefeita eleita, entusiasmada em fazer parte da nova gestão municipal.