segunda-feira, 18 de maio de 2009

Como dominar o vestibular

Preparar-se corretamente para o vestibular não é tarefa das mais fáceis. Muitos estudantes, mesmo os já inscritos para fazer as provas, ainda têm dúvidas sobre a melhor maneira de estudar o conteúdo que cai nos processos seletivos. Segundo o aluno do curso de Engenharia Química Jardel Farias Duque, é preciso focar os estudos nas disciplinas da área em que o candidato vai prestar vestibular. Ele obteve o primeiro lugar geral no Vestibular 2009 da UFV, ficando com a maior pontuação entre todos os concorrentes.

Jardel diz que sempre se aprofundou mais nas ciências exatas (matemática, física e química), pois estava concorrendo a uma vaga para o curso de Engenharia Química também na UFMG, e passou nas duas universidades. “Eu revisava e fazia os exercícios das matérias de exatas logo depois das aulas, ao chegar em casa. As outras disciplinas, como as humanas, deixava para depois, sem a necessidade de estudar todos os dias essas matérias”, conta.

Reservar um tempo para o lazer é fundamental para ir bem nos estudos. “Eu estudava bastante durante a semana para poder descansar no final de semana, quando nem pegava nos livros e cadernos. Aí eu aproveitava também para andar de bicicleta e jogar basquete, porque ninguém é de ferro”, diz.

Jardel estudou durante o último ano do ensino médio no Colégio de Aplicação da UFV (Coluni), além de ter feito um semestre de cursinho pré-vestibular em uma escola particular de Viçosa. Para ele, a qualidade da escola é importante, mas a dedicação do aluno é o grande diferencial para conquistar uma vaga numa universidade pública. “Resolver questões de vestibulares anteriores das universidades onde você pretende entrar e procurar listas de exercícios resolvidos e comentados também ajuda muito na preparação para as provas”, conclui.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Dicas para uma boa caminhada

A pressa, tão comum em nosso cotidiano, muitas vezes nos deixa sem tempo para a prática de esportes coletivos. Reunir amigos e colegas para jogar um esporte qualquer também pode não ser do agrado de todos. A alternativa seria a caminhada, logo pela manhã ou ao final da tarde, num local agradável e na companhia de alguém. É o que muitos fazem todos os dias na avenida principal da UFV, conhecida como reta.

Os estudantes de pós-graduação Joice Martins e Fabiano da Silva começaram há mais de um ano a caminhar durante a tarde no campus. Os dois namorados acreditam que se exercitar na companhia de alguém dá a impressão de que o tempo passa mais rápido, pois há com quem conversar durante o trajeto. “Isso alivia bastante o estresse dos estudos, além do prazer e bem-estar que a gente sente ao se movimentar depois de um dia inteiro parado, só estudando”, diz Joice.

É preciso estar atento a diversos fatores antes de iniciar qualquer atividade física. A dica é sempre ter o acompanhamento de pelo menos dois profissionais: um preparador físico e um médico. Formado em educação física, o preparador poderá indicar os melhores tipos de exercícios para cada pessoa, enquanto o médico avaliará a saúde do indivíduo, considerando até a faixa etária de quem pretende iniciar uma corrida ou caminhada.

O cardiologista Fabrício Costa Bandeira alerta para os riscos da prática esportiva sem os devidos cuidados médicos: “O médico deve orientar o paciente sobre problemas cardiovasculares que possam limitar suas atividades, por meios de exames como o teste ergométrico. Indivíduos hipertensos, ou com arritmia cardíaca, podem chegar a ter até uma parada cardíaca ou infarto do miocárdio durante o exercício, caso não tenham se preparado para praticá-lo naquela intensidade. É importante também uma avaliação ortopédica, pois, no caso de artroses já existentes no quadril e nos joelhos, estas tendem a piorar, principalmente no caso da corrida, se isso for feito sem um acompanhamento adequado”, garante Fabrício, que já participou de diversos circuitos e meias-maratonas pelo país.

Professor do Departamento de Educação Física da UFV, João Carlos Bouzas Marins orienta como deve ser a alimentação de quem vai fazer exercícios físicos. A orientação é começar a caminhada três horas após o almoço ou o jantar, devido à digestão dos alimentos que ainda está ocorrendo no organismo. “O melhor mesmo é correr ou caminhar antes dessas refeições, especialmente quando há menor incidência de radiação solar e calor, ou seja, de manhãzinha ou no final da tarde e início da noite. Durante o exercício é necessário haver uma hidratação contínua, à base de água e bebidas carboidratadas, como os isotônicos encontrados no mercado”, afirma.

A escolha de um calçado com amortecimento de impacto também é um dos elementos importantes para a prática de um esporte ou qualquer exercício físico, pois contribui para diminuir o cansaço nas pernas e o risco de lesões. Deve-se correr ou caminhar com roupas leves e claras, pois estas não esquentam demais, além de utilizar filtro solar em tempos de sol. Por fim, o ideal para os idosos, segundo os fisioterapeutas, é caminhar em locais planos, para evitar quedas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A crise financeira e o “economês” nos telejornais

Entenda alguns dos jargões econômicos divulgados pela mídia

A crise financeira que teve início nos Estados Unidos e agora já atinge diversos outros países fez surgir na mídia termos econômicos que, com outros muito utilizados, podem dificultar ainda mais o entendimento real do problema, já bastante complexo por si só. Ativos, bailout, circuit braker e liquidez são apenas alguns dos jargões mais comentados pelos telejornais ultimamente e que serão explicados aqui.

A facilidade de ativos – bens de empresas e pessoas – serem transformados em dinheiro chama-se liquidez. Bailout é a ajuda que governos ou investidores oferecem a bancos ou empresas quase falidos, a fim de que estes possam resolver seus problemas de falta de dinheiro no curto prazo. Nas bolsas de valores, o circuit braker é o mecanismo de segurança responsável por interromper as operações toda vez que há uma queda significativa no principal índice de negociações do mercado. No Brasil, esse mecanismo é acionado quando o Ibovespa, índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo, cai 10% em um curto espaço de tempo.

A dificuldade na compreensão das explicações divulgadas pela televisão muitas vezes acontece devido à existência de muitas palavras e expressões inglesas no setor econômico, que não costumam ser traduzidas para o português. Uma maneira bastante interessante de auxiliar quem está assistindo ao noticiário a entender melhor o funcionamento do sistema financeiro, tornando mais acessível ao telespectador essa linguagem bastante específica, é a utilização, nos telejornais, de animações com figuras de bancos, notas de dinheiro e folhas de cheque para demonstrar, por exemplo, como é a aplicação desses elementos no cotidiano de uma bolsa de valores.

Pessoas que não estão diretamente ligadas a empresas e bolsas de valores geralmente só se interessam pela tão discutida crise quando ela começa a interferir no seu dia-a-dia. O professor Orlando Monteiro da Silva, do Departamento de Economia da UFV, diz como isso ocorre. “Quando a taxa de juros num empréstimo bancário subir, os produtos no supermercado aumentarem de preço, algum conhecido dessa pessoa perder o emprego, aí sim ela vai se preocupar, porque aquilo está mexendo com o bolso dela”. É o que as reportagens veiculadas pela televisão costumam fazer, entrevistando pessoas que já estejam sofrendo as conseqüências da crise em suas operações diárias. Se ainda assim isso não resolve a falta de compreensão dos telespectadores, melhor seria primeiro que a crise fosse solucionada, o que não parece ser nada fácil.

Para entender o significado de outros jargões ditos no mundo dos negócios, a sugestão é o site Dicionário de Economia. O endereço é http://www.economiabr.net/dicionario/index.html. Outra dica interessante é o link http://portalexame.abril.com.br/servicos/guiadoinvestidor/artigos/m0168324.html, mais voltado para explicações de termos diretamente relacionados à crise atual.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Agindo no presente, pensando no futuro

Os desafios do desenvolvimento sustentável

É o desenvolvimento capaz de utilizar racionalmente os recursos naturais a fim de atender às necessidades presentes sem comprometer o atendimento das necessidades das futuras gerações”. A definição de desenvolvimento sustentável é bastante simples e fácil de ser entendida. Colocar isso em prática, porém, tem sido algo extremamente complicado desde que a expressão surgiu, em 1972, na primeira conferência ambiental da ONU (Organização das Nações Unidas). Naquela época, a contaminação de rios e de solos e a poluição atmosférica já representavam graves problemas em diversas regiões do planeta.

Em 1987, o documento “Nosso Futuro Comum” oficializa o termo e, durante a ECO-92, o conceito de desenvolvimento sustentável é definitivamente incorporado como um princípio a ser alcançado, especialmente através de uma legislação ambiental que fiscalizasse a atuação das indústrias, conforme explica o professor André Luiz Lopes de Faria, do curso de Geografia da UFV. “Quando a lei começou a ser implementada, as empresas se viram obrigadas a tomar uma atitude e aquilo era incorporado como despesa, como problema, e não como uma solução. A empresa sempre socializou o prejuízo e capitalizou o lucro”, diz ele.

Enquanto há indústrias que ainda hoje tentam fugir do que definem as leis ambientais, existem também aquelas que vão além do mínimo estabelecido. É a chamada responsabilidade sócio-ambiental. “Não é simplesmente mostrar, ao final do ano, o lucro que a empresa obteve, mas apresentar o balanço de ações que ela não era obrigada a fazer, mas fez, como projetos na área de educação e de cultura. Essa prestação de contas não é somente aos seus donos e clientes, mas inclusive para a população que vive no local no qual ela está inserida”, afirma o professor Luiz Eduardo Ferreira Fontes, do Departamento de Solos da UFV.

Em 2002, a Rio+10 foi outro grande encontro da ONU com o objetivo de estudar o progresso na utilização dos recursos naturais sem ferir o meio ambiente, dez anos após a realização da ECO-92. A conferência definiu que devem ser levados em conta os desenvolvimentos econômico, social e cultural e a proteção ambiental para haver um pleno desenvolvimento sustentável em determinada região. Segundo os professores, a redução do uso de produtos descartáveis, o consumo mais racional da água e da energia elétrica, a separação entre o lixo seco e o lixo úmido e a participação em ONGs que se preocupam e atuam em defesa do meio ambiente são algumas das escolhas que podemos fazer em nosso dia-a-dia a fim de contribuir para o bem da natureza.

sábado, 8 de novembro de 2008

Vice-prefeita eleita de Viçosa espera resolver problema do lixo na cidade

Visitantes e moradores mais atentos de Viçosa provavelmente percebem a falta de cuidados com a limpeza pública das ruas, praças e avenidas da cidade, especialmente no centro. Algumas das lixeiras espalhadas encontram-se quebradas ou sempre cheias, o que leva ao acúmulo de lixo em torno delas. Esse problema foi discutido no último dia quatro de novembro, durante a reunião semanal dos vereadores na Câmara de Viçosa.

Ocupando a tribuna livre, José Rafael Matias, morador do bairro União, lembrou ao público presente as deficiências na coleta de lixo em lugares onde a necessidade, por motivos de saúde, é maior. Segundo ele, numa caçamba próxima ao Hospital São Sebastião sempre há muitas moscas e baratas, o que pode representar um grande perigo para quem freqüenta o hospital, além da existência de latões, em outras áreas centrais da cidade, nos quais o lixo vai sendo colocado e os insetos se alastrando em torno desses depósitos.

José Rafael acredita que a culpa não é apenas do poder público, mas também da população, que não se conscientiza e joga lixo em lugares inadequados, como perto do Balaústre e da Biblioteca Municipal, onde muita sujeira vai se acumulando. “Outras cidades aqui da região, como Cajuri, São Geraldo e Visconde do Rio Branco, apesar de contarem com menos recursos que Viçosa, são melhores exemplos no cuidado com o lixo se comparadas ao nosso município”, disse.

Os vereadores Ângelo Chequer, Arnaldo Andrade, Cristina Fontes, Leandro Torres, Valter Batalha e Vera Saraiva se posicionaram sobre a questão da limpeza pública concordando que é necessário haver maior preocupação da prefeitura para solucionar o caso. Vereadora até o final deste ano e vice-prefeita eleita de Viçosa, Lúcia Duque Reis declarou que o envolvimento da comunidade é de extrema importância para que qualquer projeto referente a melhorias no sistema de coleta de lixo dê certo. “Não adianta nada o prefeito mandar limpar a rua se depois um morador vai lá e suja tudo de novo com seu lixo”, afirmou.

Sobre planos passíveis de ser colocados em prática a partir do próximo ano, Lúcia falou que sente vergonha ao ver que a cidade não segue o exemplo praticado na Universidade Federal de Viçosa, onde a coleta seletiva e reciclagem do lixo têm espaço privilegiado, por meio de um projeto realizado no campus. Uma parceria desse tipo, além da terceirização do Departamento de Limpeza Pública do município e o registro, na conta de água que a população recebe, dos dias e horários em que o caminhão de lixo passa em cada bairro são algumas das possibilidades de atuação do próximo governo para minimizar os problemas apontados durante a sessão, conforme ela destacou.

“O prefeito [Raimundo Violeira] disse que vai me liberar para trabalhar diretamente em alguns setores. Então, eu ainda não tenho 100% de certeza de tudo o que eu vou poder fazer”, concluiu a vice-prefeita eleita, entusiasmada em fazer parte da nova gestão municipal.