sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Agindo no presente, pensando no futuro

Os desafios do desenvolvimento sustentável

É o desenvolvimento capaz de utilizar racionalmente os recursos naturais a fim de atender às necessidades presentes sem comprometer o atendimento das necessidades das futuras gerações”. A definição de desenvolvimento sustentável é bastante simples e fácil de ser entendida. Colocar isso em prática, porém, tem sido algo extremamente complicado desde que a expressão surgiu, em 1972, na primeira conferência ambiental da ONU (Organização das Nações Unidas). Naquela época, a contaminação de rios e de solos e a poluição atmosférica já representavam graves problemas em diversas regiões do planeta.

Em 1987, o documento “Nosso Futuro Comum” oficializa o termo e, durante a ECO-92, o conceito de desenvolvimento sustentável é definitivamente incorporado como um princípio a ser alcançado, especialmente através de uma legislação ambiental que fiscalizasse a atuação das indústrias, conforme explica o professor André Luiz Lopes de Faria, do curso de Geografia da UFV. “Quando a lei começou a ser implementada, as empresas se viram obrigadas a tomar uma atitude e aquilo era incorporado como despesa, como problema, e não como uma solução. A empresa sempre socializou o prejuízo e capitalizou o lucro”, diz ele.

Enquanto há indústrias que ainda hoje tentam fugir do que definem as leis ambientais, existem também aquelas que vão além do mínimo estabelecido. É a chamada responsabilidade sócio-ambiental. “Não é simplesmente mostrar, ao final do ano, o lucro que a empresa obteve, mas apresentar o balanço de ações que ela não era obrigada a fazer, mas fez, como projetos na área de educação e de cultura. Essa prestação de contas não é somente aos seus donos e clientes, mas inclusive para a população que vive no local no qual ela está inserida”, afirma o professor Luiz Eduardo Ferreira Fontes, do Departamento de Solos da UFV.

Em 2002, a Rio+10 foi outro grande encontro da ONU com o objetivo de estudar o progresso na utilização dos recursos naturais sem ferir o meio ambiente, dez anos após a realização da ECO-92. A conferência definiu que devem ser levados em conta os desenvolvimentos econômico, social e cultural e a proteção ambiental para haver um pleno desenvolvimento sustentável em determinada região. Segundo os professores, a redução do uso de produtos descartáveis, o consumo mais racional da água e da energia elétrica, a separação entre o lixo seco e o lixo úmido e a participação em ONGs que se preocupam e atuam em defesa do meio ambiente são algumas das escolhas que podemos fazer em nosso dia-a-dia a fim de contribuir para o bem da natureza.

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